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quinta-feira, 7 de julho de 2016

Dia da Consciencialização do autismo

No dia 6 de abril, os alunos das unidades de Autismo, do Agrupamento de Escolas Vasco Santana,  participaram na sensibilização para o Autismo (comemorado no dia 2), na Câmara Municipal de Odivelas, aquando uma sessão de câmara. Os alunos confecionaram bolachas azuis, cor alusiva ao dia em questão e distribuíram-nas aos presentes na respetiva sessão, bem como um porta-chaves. 





Bolachas azuis na reunião de Câmara

O Executivo da Câmara Municipal de Odivelas, reunido na manhã de 6 de abril, recebeu uma visita muito especial - as Unidades de Ensino Estruturado do Agrupamento de Escolas  Vasco Santana, Ramada, dirigiram-se aos Paços do Concelho para assinalar o Dia Mundial da Consciencialização do Autismo, celebrado a 2 de abril.
11 crianças e jovens desta unidade, acompanhados pelos seus professores e pela Direção da Escola, entregaram a todos os membros do Executivo, uma pequena lembrança que incluía um crachá e uma mensagem escrita pelos próprios alunos - com as palavras Respeito, Energia, Especial e Felicidades. Entregaram, ainda, bolachas azuis - a cor que se associa ao dia.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Unidade de Ensino Estruturado Escola Básica Vasco Santana

Atividades de preparação do Natal 2015, desenvolvidas pelos alunos da Unidade de Ensino Estruturado da Escola Vasco Santana, no 1º período.







quinta-feira, 2 de abril de 2015

Dia Mundial do Autismo - 2 de abril de 2015



A Organização das Nações Unidas (ONU) declarou, por unanimidade, o dia 2 de abril, como o Dia Mundial do Autismo, com o objetivo de sensibilizar a população para a importância de ajudar a melhorar as vidas de crianças e adultos autistas, para que possam levar uma vida plena e significativa.

Estima-se que mais de 80% dos adultos com autismo estão desempregados e, por esta razão, em 2015, a ONU decidiu assinalar esta significativa data sob o tema "Emprego: a vantagem do autismo".

As pesquisas sugerem que os empregadores estão a desaproveitar as capacidades características das pessoas autistas, como por exemplo, as habilidades intensificadas em reconhecimento de padrões, o raciocínio lógico e a atenção aos pormenores.

Assim, a ONU alerta para os obstáculos que precisam de ser ultrapassados no sentido de desencadear este potencial: a falta de formação profissional, apoio insuficiente com a colocação de trabalho e discriminação generalizada.

Fonte: Dia Mundial do Autismo 2015 – Ilumine-se de azul

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Tipos de "Prompts" ou Ajudas para crianças com autismo

Como definido pelos behavioristas de renome mundial, Lynn McClannahan e Patricia Krantz de Princeton, os prompts ou ajudas são instruções, gestos, demonstrações, toques, ou outras coisas que se podem fazer para aumentar a probabilidade das crianças darem respostas corretas.

Porquê usar Ajudas:
Geralmente andam de mãos dadas com o "ensino sem erros". A utilização de ajudas é uma forma positiva de ensino e, portanto, incentiva a aprendizagem porque os alunos progridem continuamente e não são contrariados ou desencorajados por ouvir a palavra "não" muitas vezes. Quando a palavra "não" é usada em demasia, os alunos podem facilmente tornar-se insensíveis a ela. Há uma grande variedade de prompts para escolher face aos diferentes estilos de aprendizagem e habilidades. Os alunos que são excelentes leitores podem se beneficiar de instruções escritas; aqueles que são deficientes visuais podem ser assistidos com prompts mão-sobre-mão, etc.

Tipos de Prompts ou Ajudas:

1. Gesto
Apontar, acenar ou qualquer outro tipo de ação que o aluno pode ver o seu professor fazer.
Exemplo: O professor pergunta ao aluno: "O que usas para beber?". O professor ajuda o aluno apontando para um copo.



2. Ajuda física total
O professor proporciona o contato físico para orientar o aluno através de toda a atividade.
Exemplo: O professor pede ao aluno: "Bate palmas". O professor segura as mãos do aluno e move as mãos do aluno através de toda a ação de bater palmas.


3. Ajuda física parcial
O professor fornece algum tipo de assistência para orientar o aluno através de parte da atividade solicitada.
Exemplo: O professor pede ao aluno: "Bate palmas". O professor segura as mãos do aluno e aproxima as mãos uma da outra para dar início à atividade.

4. Ajuda verbal total
O professor fornece ao aluno a resposta completa à pergunta.
Exemplo: O professor pede aluno, "Que dia vem depois de quinta-feira?". O professor responde "sexta-feira."

5. Ajuda verbal parcial ou ajuda fonémica
O professor diz ao aluno apenas o primeiro 'fonema' ou som.
Exemplo: O professor pergunta ao aluno, "Que dia vem depois de quinta-feira?". O professor responde "sex...."

6. Ajuda textual ou escrita
Pode ser na forma de uma lista ou de algum outro tipo de instrução de escrita.
Exemplo: O professor pede ao aluno,: "Faz as tuas tarefas." O professor faz o pedido, apresentando-lhe uma lista de verificação escrita das suas tarefas.

7. Ajuda visual
Pode incluir um vídeo, uma fotografia ou um desenho em qualquer suporte.
Exemplo: O professor pede ao aluno: "Bate palmas". O professor mostra um vídeo de uma pessoa a bater palmas.

8. Ajuda auditiva
Pode incluir qualquer tipo de som que o aluno pode ouvir, como um alarme.
Exemplo: O professor pede ao aluno: "Arruma os teus brinquedos em 5 minutos." O professor faz o pedido, marcando 5 minutos com o temporizador.

9. Ajuda posicional
Este tipo ou solicitação dita que o professor coloque a resposta correta mais próxima do aluno.
Exemplo: O professor mostra ao aluno três objetos: uma bola, um sapato e uma maçã e pergunta: "Aponta o que se come." O professor coloca a maçã mais próxima do aluno.

Fonte: A Complete Guide For Using Prompts To Teach Individuals With Special Needs

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

5 dicas para ensinar crianças autistas a ler

1- Descobrir os seus interesses especiais
Comboios, carros, desenhos animados, animais, ... podem ser uma grande fonte de alegria para as crianças com autismo. Estes interesses especiais também são uma excelente oportunidade para captar a atenção de uma criança para a escrita de palavras, a escolha de livros e para as recompensas or bom trabalho.

2- Regular o input sensorial
De acordo com Psychology Today, a maioria das pessoas com autismo também sofrem de transtorno de processamento sensorial. Este distúrbio afeta a capacidade de um indivíduo para filtrar informações sensoriais estranhas, tais como outras crianças que falam, um barulho estranho ou um cheiro estranho. Além disso, pode levar as crianças a executar alguns dos comportamentos repetitivos estereotipados e a terem muitas dificuldades em se concentrarem nas tarefas, incluindo o aprender a ler. A leitura requer um espaço tranquilo, sensório-neutro. Certas crianças gostam de ler com movimento. Pausas frequentes para proporcionar a estimulação sensorial da criança quer, podem ser cruciais para a manutenção da concentração nas tarefas de leitura.

 3- Escolher os materiais adequados
De acordo com um estudo realizado pela  Penn State College of Medicine, a maioria das crianças no espetro do autismo têm fortes habilidades de percepção visual. No entanto, cada criança é diferente. Algumas podem ter resistência na aprendizagem de forma cinestésica ou auditivo. A abordagem multissensorial é importante, especialmente se não houver certezas acerca do tipo de aprendizagem preferido das crianças autistas. 

4- Utilizar as novas tecnologias
Um estudo publicado no Journal of Autism and Developmental Disorders refere que as crianças com autismo aprendem com maior prazer se o ensino da leitura for auxiliado por computadores.

5- Cada criança é diferente
Porque o autismo é um espectro de transtornos, todas as crianças com este diagnóstico aprendem de uma forma única. Isto significa que o que funciona para uma criança pode não funcionar para outra. É necessário utilizar os pontos fortes de aprendizagem da criança, e tentar vários métodos para o ensino de leitura para descobrir o que é mais adequado a cada caso.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Hipoterapia na "Quinta da Paiã"


O projeto de hipoterapia desenvolvido na Escola Profissional e Agrícola D. Dinis, da Paiã, resulta de uma parceria entre a Câmara Municipal de Odivelas com o apoio da DGESTE. No seu âmbito, crianças e jovens com necessidades especiais, que se encontrem inseridos no sistema de ensino público, principalmente, alunos com perturbações do espectro do autismo e com problemáticas associadas à multideficiência, frequentam uma sessão semanal de hipoterapia.

Saber mais sobre a Escola Profissional e Agrícola D. Dinis - Paiã visitar o site: http://www.epadd-paia.pt/ 

Hipoterapia



A hipoterapia é uma forma de intervenção que alia os conceitos base da equitação clássica com os fundamentos teóricos da reabilitação, cujos contributos se reflectem a nível cognitivo, motor, relacional e psicossocial. Destina-se a todos os indivíduos portadores de necessidades especiais, seja qual for a sua idade e tem como benefícios: 

- Melhoria na mobilidade articular, no equilíbrio e na coordenação;
- Normalização do tónus muscular;
- Aumento da tonificação muscular;
- Aumento da auto-confiança através do desenvolvimento da auto-estima;
- Melhorias na aprendizagem, concentração e orientação espacial;
- Motivação para definir e atingir objetivos.

Porquê o Cavalo?

- O seu andamento a passo produz cerca de 60 a 75 movimentos tridimensionais por minuto, equivalentes aos da marcha humana neurofisiologicamente normal;
- a fisionomia do seu dorso proporciona um correcto posicionamento sentado;
- proporciona ao Sistema Nervoso Central um grande aporte de estímulos sensoriais;

Participação da U.E.E. na Feira de Outono da EB de Casal dos Apréstimos


segunda-feira, 24 de novembro de 2014

O Autismo segundo o DSM V

Para classificar as perturbações do espetro do autismo tem sido utilizado até à data o Manual de Classificação de Doenças Mentais da Associação Americana de Psiquiatria, o DSM IV. No entanto, a nossa edição deste manual, o DSM V, prevê muitas modificações na organização do diagnóstico do autismo. A principal é a supressão das categorias Autismo, síndrome de Asperger, Perturbação Desintegrativa e Perturbação Global do Desenvolvimento Sem Outra Especificação. Existirá apenas uma denominação: Perturbações do Espetro Autista (PEA).
A seguir apresenta-se a proposta de classificação para o DSM V das perturbações mencionadas previamente.

DSM V : Perturbação do Espetro do Autismo

Deve preencher os critérios 1, 2 e 3 abaixo:

1. Défices clinicamente significativos e persistentes na comunicação social e nas interações sociais, manifestadas de todas as maneiras seguintes:

a. Défices expressivos na comunicação não verbal e verbal usadas para interação social;
b. Falta de reciprocidade social;
c. Incapacidade para desenvolver e manter relacionamentos de amizade apropriados para o estágio de desenvolvimento.

2. Padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses e atividades, manifestados por pelo menos duas das maneiras abaixo:

a. Comportamentos motores ou verbais estereotipados, ou comportamentos sensoriais incomuns;
b. Excessiva adesão/aderência a rotinas e padrões ritualizados de comportamento;
c. Interesses restritos, fixos e intensos.

3. Os sintomas devem estar presentes no início da infância, mas podem não se manifestar completamente até que as demandas sociais excedam o limite de suas capacidades.

Justificativas:

A. Novo nome para a categoria, Perturbação do Espectro do Autismo, que inclui perturbação autística (autismo), perturbação de Asperger, perturbação desintegrativa da infância, e perturbação global ou invasivo do desenvolvimento sem outra especificação.

A diferenciação entre Perturbação do Espetro do Autismo, desenvolvimento típico/normal e de outros transtornos “fora do espectro” é feita com segurança e com validade. No entanto, as distinções entre eles têm se mostrado inconsistentes com o passar do tempo. Variáveis dependentes do ambiente, e frequentemente associadas à gravidade, nível de linguagem ou inteligência, parecem contribuir mais do que as características do transtorno.

Como o autismo é definido por um conjunto comum de sintomas, estamos admitindo que ele seja melhor representado por uma única categoria diagnóstica, adaptável conforme apresentação clínica individual, que permite incluir especificidades clínicas como, por exemplo, perturbações genéticas conhecidas, epilepsia, deficiência intelectual e outros. Um transtorno na forma de espectro único, reflete melhor o estágio de conhecimento sobre a patologia e sua apresentação clínica. Previamente, os critérios eram equivalentes a tentar “separar o trigo do joio”.

B. Três domínios se tornam dois:

1) Deficiências sociais e de comunicação;
2) Interesses restritos, fixos e intensos e comportamentos repetitivos.

Défices na comunicação e comportamentos sociais são inseparáveis, e avaliados mais acuradamente quando observados como um único conjunto de sintomas com especificidades contextuais e ambientais.

Atrasos de linguagem não são características exclusivas dos transtornos do espectro do autismo e nem universais dentro dele. Podem ser definidos, mais apropriadamente, como fatores que influenciam nos sintomas clínicos de PEA, e não como critérios do diagnóstico do autismo para esses transtornos.

Exigir que ambos os critérios sejam completamente preenchidos, melhora a especificidade diagnóstico do autismo sem prejudicar sua sensibilidade.

Fornecer exemplos a serem incluídos em subdomínios, para uma série de idades cronológicas e níveis de linguagem, aumenta a sensibilidade ao longo dos níveis de gravidade, de leve ao mais grave, e ao mesmo tempo mantém a especificidade que temos quando usamos apenas dois domínios.

A decisão foi baseada em revisão de literatura, consultas a especialistas e discussões de grupos de trabalho. Foi confirmada pelos resultados de análises secundárias dos dados feitas pelo CPEA e pelo STAART, Universidade de Michigan, e pelas bases de dados da Simons Simplex Collection.

Muitos critérios sociais e de comunicação foram unidos e simplificados para esclarecer os requerimentos do diagnóstico do autismo.

No DSM IV, critérios múltiplos avaliam o mesmo sintoma e por isso trazem peso excessivo ao ato de diagnosticar.

Unir os domínios social e de comunicação, requer uma nova abordagem dos critérios.

Foram conduzidas análises sobre os sintomas sociais e de comunicação para estabelecer os conjuntos mais sensíveis e específicos de sintomas, bem como os de descrições de critérios para uma série de idades e níveis de linguagem.

Exigir duas manifestações de sintomas para comportamento repetitivos e interesses fixos e focados, melhora a especificidade dos critérios, sem perdas significativas na sensibilidade. A necessidade de fontes múltiplas de informação, incluindo observação clínica especializada e relatos de pais, cuidadores e professores, é ressaltada pela necessidade de atendermos uma proporção mais alta de critérios.

A presença, via observação clínica e relatos do(s) cuidador(es), de uma história de interesses fixos, rotinas ou rituais e comportamentos repetitivos, aumenta consideravelmente a estabilidade do diagnóstico do autismo do espectro do autismo ao longo do tempo, e reforça a diferenciação entre PEA e os outras perturbações.

A reorganização dos subdomínios, aumenta a clareza e continua a fornecer sensibilidade adequada, ao mesmo tempo que melhora a especificidade necessária através de exemplos de diferentes faixas de idade e níveis de linguagem.

Comportamentos sensoriais incomuns, são explicitamente incluídos dentro de um subdomínio de comportamentos motores e verbais estereotipados, aumentando a especificação daqueles diferentes que podem ser codificados dentro desse domínio, com exemplos particularmente relevantes para crianças mais novas.

A PEA é um transtorno do desenvolvimento neurológico, e deve estar presente desde o nascimento ou começo da infância, mas pode não ser detetado antes, por conta das demandas sociais mínimas na mais tenra infância, e do intenso apoio dos pais ou cuidadores nos primeiros anos de vida.

Fontes:


sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Livro "O Menino de Deus"

"O que têm em comum Catarina Furtado, Mário Augusto e Valter Hugo Mãe? 
Os três ficaram rendidos ao caso espantoso de João Carlos Costa, um menino português com autismo, que, para surpresa de familiares e terapeutas, consegue comunicar através da escrita."